sonhei com ela
mas ela está bem longe agora
tinha encontrado em um posto de gasolina
(deitei no chão para tentar
descansar um pouco ou
pensar nela
e um pernilongo voou sobre mim
tenho forças pra levantar não
minha preguiça me cola ao chão
mas o inseto me incomoda)
(ontem à noite enquanto sonhava com ela
um vaga-lume entrou no meu quarto
acordei e vi piscando
verde, tudo negro, verde, tudo negro...
fechei os olhos novamente)
pisca pisca pisca
sempre me incomoda
mas é tão bonito
sonhei mais um pouco
ainda vejo o vulto de um espírito de mulher
me abraçando depois de um sonho
mas era real
sinto ainda o gosto do beijo
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terça-feira, 22 de julho de 2008
domingo, 28 de outubro de 2007
suspenso
inspiração do desequilíbrio ou
se sonetos são prisões vou estar preso
quase gosto de todo o meu desprezo
o barulho que irrita não acabou
quero me sinto se mesmo isso o sou
um idiota repreendo represo
como tudo que falo todo p(r)eso
o som está alto o sos não é ou (vido)
quem disse que não sou poeta? tento
agradar e convencer a mim mesmo
todas formas possíveis meu sustento
as mesmas torres caindo torresmo
são só frases para rimar atento
traindo distraindo tudo a esmo
soneto i
se sonetos são prisões vou estar preso
quase gosto de todo o meu desprezo
o barulho que irrita não acabou
quero me sinto se mesmo isso o sou
um idiota repreendo represo
como tudo que falo todo p(r)eso
o som está alto o sos não é ou (vido)
quem disse que não sou poeta? tento
agradar e convencer a mim mesmo
todas formas possíveis meu sustento
as mesmas torres caindo torresmo
são só frases para rimar atento
traindo distraindo tudo a esmo
soneto i
penso
inspiração do desequilíbrio ou
se sonetos são prisões vou estar preso
quase gosto de todo o meu desprezo
o barulho que irrita não acabou
quero me sinto se mesmo isso o sou
um idiota repreendo represo
como tudo que falo por surpreso
o som está alto o sos não é ou (vido)
quem disse que não sou poeta? tento
agradar e convencer a mim mesmo
todas formas possíveis meu sustento
as mesmas torres caindo torresmo
são só frases para rimar atento
traindo distraindo tudo a esmo
soneto ii
se sonetos são prisões vou estar preso
quase gosto de todo o meu desprezo
o barulho que irrita não acabou
quero me sinto se mesmo isso o sou
um idiota repreendo represo
como tudo que falo por surpreso
o som está alto o sos não é ou (vido)
quem disse que não sou poeta? tento
agradar e convencer a mim mesmo
todas formas possíveis meu sustento
as mesmas torres caindo torresmo
são só frases para rimar atento
traindo distraindo tudo a esmo
soneto ii
como o mais abstrato ridículo e profundo (inconstante título)
a cada um do jeito que quer aviso
todo mundo entende o jeito que quer
nunca se sabe escolher o talher
eu só que perco meu constante riso
passageiro que vier improviso
passa passos passa e vai se vier
tiro olho pássaro com colher
nunca se sabe quando perde o siso
vangloriar confabular o imprevisto
o mais abstrato ridículo mundo
vera como pode sempre mudada
uma última hora sempre desisto
ridículo o mais abstrato e profundo
como pode algo nascer assim nada?
soneto iii
todo mundo entende o jeito que quer
nunca se sabe escolher o talher
eu só que perco meu constante riso
passageiro que vier improviso
passa passos passa e vai se vier
tiro olho pássaro com colher
nunca se sabe quando perde o siso
vangloriar confabular o imprevisto
o mais abstrato ridículo mundo
vera como pode sempre mudada
uma última hora sempre desisto
ridículo o mais abstrato e profundo
como pode algo nascer assim nada?
soneto iii
o alienado
eu faço tudo depois de agora
todas as idéias e idas adio
já tudo mesmo começa tardio
enrolo volto faço minha hora
tudo é febril morto demais lá fora
o tudo é todo insano meio sadio
por que ir embora se remedio
sempre ou quando tudo muito demora
como nunca gosto de chaves de ouro
pego prego loucura uma peça
e mesmo nunca sei o que aconteceu
todas razões sanidades agouro
tudo que sei certamente começa
e todo esse poderio me devora eu
soneto iv
todas as idéias e idas adio
já tudo mesmo começa tardio
enrolo volto faço minha hora
tudo é febril morto demais lá fora
o tudo é todo insano meio sadio
por que ir embora se remedio
sempre ou quando tudo muito demora
como nunca gosto de chaves de ouro
pego prego loucura uma peça
e mesmo nunca sei o que aconteceu
todas razões sanidades agouro
tudo que sei certamente começa
e todo esse poderio me devora eu
soneto iv
todas as idéias
aqui está o problema quase distante
a pesar de todos frios está calor
muitas idéias nenhum lugar pra por
a pensar a noite mais irritante
enfia no cu raciocínio amante
consiguir fazer coisas sem valor
tentar nunca e sempre um pouco propor
a pensar o dia menos adiante
de todos problemas aqui está a prece
acreditar não serve esperança
a mente se afoga em tanto muito ar
continua de mais tudo é o que parece
se por de muito correr tudo al cansa
concluir não adianta pensar
soneto v
a pesar de todos frios está calor
muitas idéias nenhum lugar pra por
a pensar a noite mais irritante
enfia no cu raciocínio amante
consiguir fazer coisas sem valor
tentar nunca e sempre um pouco propor
a pensar o dia menos adiante
de todos problemas aqui está a prece
acreditar não serve esperança
a mente se afoga em tanto muito ar
continua de mais tudo é o que parece
se por de muito correr tudo al cansa
concluir não adianta pensar
soneto v
domingo, 12 de agosto de 2007
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