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terça-feira, 22 de julho de 2008

sonhei com ela
mas ela está bem longe agora
tinha encontrado em um posto de gasolina

(deitei no chão para tentar
descansar um pouco ou
pensar nela
e um pernilongo voou sobre mim
tenho forças pra levantar não
minha preguiça me cola ao chão
mas o inseto me incomoda)



(ontem à noite enquanto sonhava com ela
um vaga-lume entrou no meu quarto
acordei e vi piscando
verde, tudo negro, verde, tudo negro...
fechei os olhos novamente)

pisca pisca pisca
sempre me incomoda

mas é tão bonito

sonhei mais um pouco












ainda vejo o vulto de um espírito de mulher
me abraçando depois de um sonho
mas era real
sinto ainda o gosto do beijo

domingo, 28 de outubro de 2007

suspenso

inspiração do desequilíbrio ou
se sonetos são prisões vou estar preso
quase gosto de todo o meu desprezo
o barulho que irrita não acabou

quero me sinto se mesmo isso o sou
um idiota repreendo represo
como tudo que falo todo p(r)eso
o som está alto o sos não é ou (vido)

quem disse que não sou poeta? tento
agradar e convencer a mim mesmo
todas formas possíveis meu sustento

as mesmas torres caindo torresmo
são só frases para rimar atento
traindo distraindo tudo a esmo



soneto i

penso

inspiração do desequilíbrio ou
se sonetos são prisões vou estar preso
quase gosto de todo o meu desprezo
o barulho que irrita não acabou

quero me sinto se mesmo isso o sou
um idiota repreendo represo
como tudo que falo por surpreso
o som está alto o sos não é ou (vido)

quem disse que não sou poeta? tento
agradar e convencer a mim mesmo
todas formas possíveis meu sustento

as mesmas torres caindo torresmo
são só frases para rimar atento
traindo distraindo tudo a esmo



soneto ii

como o mais abstrato ridículo e profundo (inconstante título)

a cada um do jeito que quer aviso
todo mundo entende o jeito que quer
nunca se sabe escolher o talher
eu só que perco meu constante riso

passageiro que vier improviso
passa passos passa e vai se vier
tiro olho pássaro com colher
nunca se sabe quando perde o siso

vangloriar confabular o imprevisto
o mais abstrato ridículo mundo
vera como pode sempre mudada

uma última hora sempre desisto
ridículo o mais abstrato e profundo
como pode algo nascer assim nada?



soneto iii

o alienado

eu faço tudo depois de agora
todas as idéias e idas adio
já tudo mesmo começa tardio
enrolo volto faço minha hora

tudo é febril morto demais lá fora
o tudo é todo insano meio sadio
por que ir embora se remedio
sempre ou quando tudo muito demora

como nunca gosto de chaves de ouro
pego prego loucura uma peça
e mesmo nunca sei o que aconteceu

todas razões sanidades agouro
tudo que sei certamente começa
e todo esse poderio me devora eu



soneto iv

todas as idéias

aqui está o problema quase distante
a pesar de todos frios está calor
muitas idéias nenhum lugar pra por
a pensar a noite mais irritante

enfia no cu raciocínio amante
consiguir fazer coisas sem valor
tentar nunca e sempre um pouco propor
a pensar o dia menos adiante

de todos problemas aqui está a prece
acreditar não serve esperança
a mente se afoga em tanto muito ar

continua de mais tudo é o que parece
se por de muito correr tudo al cansa
concluir não adianta pensar



soneto v










metâmero

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