terça-feira, 14 de janeiro de 2014

sonhei que cê tinha escrito uma coisa pra mim
sonhei um trem mor difícil
e cê veio lem casa, mostrar, contar como tinha sido
mas foi tão rápido
sonhei que cê subia um ônibus
dramático
em um quadro
era tesão sem consumação, sonhei que eram muitos reais
sonhei que cê tinha escrito um trem difícil
cheio de versos
era queria, queria toque, queria o toque do poema
sem drama
mas foi tão rápido, mal deu pra brincar
foi trem sem sem
lá ia, trem, pra casar
na casa, cozinha, era trem que queria, mas sem sonho
nuvem
sonhei, cê disse um trem mor difícil
cheio de versos
lá em versos
nossa história
quando chego, ligo, aviso
mas queria mesmo ter entrega
ali naquela chance
dar um treco, esteira, era, foi ali pra além da vontade
queria, era, consumia, que coisa!
tecia num ônibus
imagem que lembrava
pensava
até chegar em casa
cê tecia um ônibus, queria tanto dar e não deu.
algo devia ter me avisado
era um trem mor difícil mesmo
cê me avisava, nada, nadava, era um trem difícil mesmo
ainda mais pra mulher
era um trem que dava, dava pra ficar
chegou uma hora e tive que ir
mesmo, nada era pessoal
chegou uma hora e tive que ir, mesmo, desculpa, não leva a mal
mas cê escreveu um trem mó bonito
n'era nada disso
cê escreveu e dava pra ler
era tanto trem
ainda mais que dava pra ficar
não era hoje
era bom ficar com vontade
mas era nada disso
era bom entender e ficar
até chegar em casa
nessa coisa difícil, que era nada disso, mas era bom nessa vontade
foi coisa, nessa de ficar sem ir, trem mais bonito

Um comentário:

lave

metâmero




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