domingo, 28 de dezembro de 2014

eu copiei a sua interjeição
esse é o tamanho da minha perspectiva pobre
(afeição refeição intuição gasto todas as palavras que vou perdendo
no caminho)
intercalar longos períodos de silêncio entre conversas
repetindo as palavras
até ficarem alegres

deixa arder
deixa arder
deixa arder
essa é a fase da minha ternura mais nítida
entre conversas inter calo basto
todas as palavras vou vomitando entre longos períodos de
conversas
até ficarem onde estavam
e fui sem calar
onde podia pisar
estava sujo o chão
conversas
)
todos os caminhos
da dança que se inscrevia
porque tudo é dança
em todos os caminhos
que se ousassem pisar
mas aquele tempo que foi meu
aquele tempo era meu
eu escrevia e pisava
em todos os caminhos
pensava o tamanho do calor
meu dedo doendo
meu dedo doendo
meu humor nem aí

onde estava o chão
e o tubo de coisa guardada
condicionada
como era caso de se noticiar
afinal, tudo na vida tem um endereço?
onde vai queimando essa lente
essa lente que veleja o reflexo das
luzes que pendiam
onde vai
condicionada a lente
reflexo torto
como era o caso
afinal
onde eu escrevia
em todos os caminhos
meu tubo de coisa guardada
ousasse escorrer
meu tudo doendo
meu tudo doendo
de ler aquele poema

Nenhum comentário:

Postar um comentário

lave

metâmero




poesias inéditas semanalmente
outros conteúdos e indicações relacionadas diariamente em facebook.com/encardido

Creative Commons License
cárdeo [e todo o conteúdo, exceto quando citado de outrx autorx] de marcos assis está licenciado por creative commons atribuição-uso não-comercial-compartilhamento pela mesma licença 2.5 brasil