segunda-feira, 25 de novembro de 2013

tudo começou pelo lado, pelo menos importante, pelos planos
hoje tudo me enjoa, voltarei a escrever poemas
hoje em dia tudo é isso, mais do mesmo, mas deixa disso
tudo começou: não é o alcance, é o começo
fazer (sê) está sempre no começo
nada deve ser pequeno, apenas pequenino
singeleza sem qualquer humildade
crescer começa na semente, criar é aspiral, é aspirina e riso, é álcool, café

do pouco, mundo
nada ficará encoberto
esses poemas serão explodidos em público
escrever-viver é cena, é drama

e se poesia é muleta de alguém, não é a minha
tudo começou no canto errado, nota, tom, hein?
todo dia, hein?
calor, né?
?

eu te falo o que cê quer ouvir ou o que não quero dizer mais
.

respiro ar mais úmido
sou pessoa urbana, a cidade é cheia de estradas

mas essa cidade é cheia de entranhas, pessoas estranhas, histórias
no meio do bar sempre tem uma pra contar
alguém pra reencontrar, um momento único, um caso, uma vida ali, olho pra frente
se entende, se estende pra além daqueles signos, físicos, deixados, vistos
ali naquela outra rede as regras mudam mais, mais fundo, não dá pra saber
duplo da vida

eu tinha dúvidas, nem tinha, não sobre isso
tenho dúvidas, mas não sobre algumas coisas

cansei de terminar tudo assim, com as coisas se perdendo
parece que nada acaba mais, vai tudo dispersando, diluindo e se perdendo
eu te falo o que parece que cê vai esquecer, mas escrevo, pode ler e voltar: tem muita poesia aqui.

Um comentário:

lave

metâmero




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