segunda-feira, 23 de agosto de 2010

mormaço

onde estou os meus pedaços
vai leva volta
traz de novo ar úmido
mormaço

ah, que nesse calor
já perdi pele nesse asfalto
que esse sol
minhas córneas não tocarão mais

perde um pouco de mim
como um punhado de areia
jogado ao vento


onde sou dos muitos beliscões
que cada vez é a mesma
e nenhuma ilusão é maior
maior é o conforto
vai volta traz
ah, que nesse mormaço já me lembro
lembra perde joga fora


a cola dos cacos derrete
escorre por entre as minhas mãos

6 comentários:

  1. muito bom esse, heim?

    acho que lembro de ter lido ele uma vez. vc tá re-publicando?

    ResponderExcluir
  2. Gostei muito desse. E amei os dois ultimos versos.
    Abraço!

    ResponderExcluir
  3. não, mas esse poema foi publicado fisicamente num dos fanzines-origamis/ou/poema-objeto-papel de poesia que eu fazia.

    ResponderExcluir

lave

metâmero




poesias inéditas semanalmente
outros conteúdos e indicações relacionadas diariamente em facebook.com/encardido

Creative Commons License
cárdeo [e todo o conteúdo, exceto quando citado de outrx autorx] de marcos assis está licenciado por creative commons atribuição-uso não-comercial-compartilhamento pela mesma licença 2.5 brasil