quinta-feira, 20 de maio de 2010

eu já tenho medo de seguranças vestidos
   [de preto e tudo mais
a minha leitura branda já não se
  [recorda mais do meu passado
    [mórbido e confuso
de dias assim minha agenda
 [já está cheia
vestidos longos e pretos
de patricinhas e as putas choram
  [as lágrimas de dali
transcrevo toda a sensação de
 [dias ruins
assim a perigosa chora lágrimas
   [de cerveja
e discursos inflamados proferidos
  [a poucos
ainda assim prefiro os encontros
de peito aberto furado de balas
de metralhadoras escapando
  [em círculos
e livros lidos criados em voz alta

8 comentários:

  1. lágrimas de cerveja.
    que deícia!

    beijos

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  2. esse poema tem tudo a ver com o layout do seu blog

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  3. saudade dos nossos encontros de peito aberto furado de balas

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  4. pra você ver, my friend.

    eu me colocaria na frente desta metralhadora aí. uma morte esburacada, por que não?

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  5. "Pensei o quanto desconfortável é ser trancado do lado de fora; e pensei o quanto é pior, talvez, ser trancado no lado de dentro".

    Virginia Woolf

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lave

metâmero




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