sábado, 18 de outubro de 2008

anestesiada

eu que sou feito de detalhes
sopro o sujo
para fora
eu terrivelmente coerente
neste mundo insano
ouvindo as reclamações na frente
cafajestando atrás
a gosma hospitalizada
a bola de ácido
o cheiro de carniça


eu tô meio anestesiado pelo frio
confuso e
afetado por todos essas folhas
grafite e palavras
entediado
meio também
meias palavras
certo não estou acostumado


que chova
limpa o ar, lava a alma

6 comentários:

  1. e que chovaa....
    meu cabelo pode molhar agora!
    saudade

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  2. me chover em poesia

    gota a gota pingar o deslumbre

    céu aberto a novas metáforas

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  3. Baudelaire eu sempre li - desde os OITO meses de idade (he he). Poe is blackbird. Walter Benjamin não conheço. Me apresenta?

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  4. Às vezes chove em meus pensamentos...

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  5. Que chova e apenas lave a alma, e não leve almas...

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lave

metâmero




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