terça-feira, 31 de julho de 2007

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e eu tentando entender tudo aquilo
porque entender é bem mais fácil
e entendi



nunca deixo ninguém chegar bem perto mais perto




...medo


?


que mais seria
quem mais queria quereria ficaria
tudo é tão desisti
tudo me face estranho
tudo se perde do meu olhar do meu domínio

domínio
pretérito perfeito


feche um pouco



se me enforcaço



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as coisas se perdem do meu campo de visão
(porque as coisas se perdem do me domínio?)


as coisas acostumam
ninguém chega perto
parece que vai ficar por ali mesmo
todo mundo viaja
todo mundo compra no natal


compara as coisas



tudo é fácil de mais


Tudo se perde no meio do abismo do mar do triste fim
do fácil



o que me apraz











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eu ouvi uma música


estava percebi que estava como eu estava
como eu estive nesses últimos tempos

cagando e estudando química




a gente tenta entender demais as coisas
a gente se esquece
mas tem gente que lembra
e tem gente que nunca se esquece


que provas mais eu quero?




tenho mesmo é que mudar meu geito












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certas letras doem pra sair



quais são minhas metas para meus 18 anos?
como se importasse doar sangue
doar córnea se eu morrer
como se importasse levar em conta o poder
quer dizer os argumentos de outros
mas são letras mesmo
que, esquecidas no alfabeto, se repetem até cansar
eu sei que não faz muito sentido para os meus 18 anos
é que metas nunca são cumpridas mesmo
e eu não sei se vão querer meu sangue



certas idéias duram



certas coisas cetro parecem me esquecer
certas pessoas parecem me agüentar
algum parece viajar viajou mesmo
às vezes vejo pessoas na rua
às vezes me lembro de velhos hábitos
que são sempre compridos
sempre decrescentes
certas vezes não existem



não há o que é cetro pra fazer

as coisas nem sempre podem estar sob o domínio
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certas pessoas são lembradas nas horas mais impróprias


não traio minha coerência
demorei tanto pra pensar



não desminto minhas novas
não nego



tem título que não pode existir mesmo







aquela velha pergunta deve estar passando pela minha cabeça

ou passeando por aí

vagando entre suas horas livres

eu é quem faço meus horários

a mesma ignorância de sempre

o mesmo livro velho

por falar nisso vou reestreá-lo

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reestrela


estou cansado do épico convencimento de si mesmo
eu sou tão bom nisso que já não sei qual é minha opinião
ou qual é a minha opinião
veja! é um beco sem saída


estou cansado de me comover com os outros
como
mover
comovier
estimnulo



não faço folhetos pornográficos
não preciso
idéia sai da cabeça
poesia vulgar sai da cabeça
porque não

minha vida já é meu próprio barbarismo e não compartilho
meu egoísmo com ninguém


meus versos
ao






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reflita


desestimnula



Descansar na santa paz do pingo no i

desforçar


Descampeonatar

Tempo pra que
Templos já fazem o serviço


Temos é que nos desmentir
Fingir que acreditamos no que nunca pensamos sobre
Fingir que cinicamente nos colocamos no lugar
em algum outro lugar qualquer.





bênção bela fraternidade





o próprio ideal do poder

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o próprio ideal do não deixar



negar
negar

está faltando um ponto final ali




meus maus versos
peço
meus naus que vero vejo
meus paus de peça
meus maus vira
meus maus versos
meus maus versos


certas letras nos acertam em cheio
e ficam as marcas
como tatuagens de primeira letra de namorado
ficam lá guardadas como finjam que gosta





estila




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é o fim
é o fim
é o fim

de um pensamento


vou só mente estudar química



não dá mais tempo de pensar


minhas pernas doem como que
se acostuma a dormir sem escovar os dentes
como quem se acostuma a comer a pasta de dente
moído

dente deleite















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6 comentários:

  1. Colé fio...

    Belo poema (ou belos poemas, o que for mais adequado)...

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  2. jah vi isso antes!(poema(s))
    haiuhaiuahai

    o cardo é mto lindo!
    cmo foi q c descobriu essa planta??

    bjão

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  3. "belo pedaço de poesia" seria mais adequado hehehe

    mas sei lá
    fodas
    pro que é adequado


    esse é um trecho (o começo) de um livro meu
    falei com o ramon que ia mostrar pra ele algo mais recente meu

    afinal o primeiro poema (primeirão!!!) ele já conhecia

    e também ele é uma das raríssimas pessoas na face dessa terra que já ouviu a música
    huahauhauhuahuhauha
    nenhuma vantagem nisso ¬¬

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  4. ah é!

    o cardo



    eu tava tentando achar a origem da palavra encardido



    cárdeo: que tem cor de cardo

    mas cárdeo pode ser a cor da flor também!!!


    sem comentários a respeito disso tudo

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  5. sem (mais) comentários MEUS a respeito disso tudo...

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  6. Não desista do seu Jeito. Se querem seu sangue terão o seu sangue só no fim, all right? Adorei os neulogismos, herros e acetros... Muito muito bacana. Em breve lerei os demais.

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lave

metâmero




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