domingo, 21 de junho de 2015


e distante sente
esse barulho molhado que fazem todas as coisas ao passar
tão rápido no asfalto que reflete essas luzes
todas ao dançar na passagem a cidade fria o sangue quente
vê se para pra pensar tomar um café ao chegar ao passar
ao sair ao lembrar
que quando faziam barulhos molhados os ruídos os passos
todos lembrados paralisavam a tatuagem nessa expressão fria
nessa condição fria
nessa tessitura armaria
sua rede e pescaria
todo lapso grande
todo lápis garante
o desenho dessa paralisia ortogonal
os miúdos brincariam
em condomínios escritórios e pensariam
ao mercado chegar e dominar
as gotas todas ao cair
o barulho demorado que olham do seu andar
todas as solas que encostaram ao pisar
tão rápido entraria na dança ao descer
olham fazendo lembrar de um café na noite fria que
teima parar
ao transitar no trágico
trago átimo nesse tecido amaria
sua sede e cederia
todo noite em que acenderia
todo norte em que apontaria
o desdenho de luz colidiria
tão rápido como baralhos dados mas ninguém sabia
que quando pensei meus olhos os fluidos os carros
todos passados par a par alisados a garagem as frias
nessa sensação vazia
que aplicavam as coisas marcadas
as cartas dadas
os venenos tomados
todas as coisas erradas

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