domingo, 8 de dezembro de 2013

sou signo-significante que só fala em códigos
sou elíptico, no palco, magnífico
sou sujeito horror da própria voz do próprio gesto
corpo definha seco no sol do meio do dia da cidade
a pele e seus espinhos
harmonia que muda no meio
a vida distorce e espedaça minha coluna
a cidade suas cidadãs: cada parte cada pedaço
sou, com efeito sei quem sou
não minto, não força, me deixa

na beira do nada, profundamente admiro e pulo
no pedaço de todo susto
que parado vivo

vagalume, ca(n)tador de palavras

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