domingo, 27 de setembro de 2009

poema para um insone

para o eduardo




se acaba mais um quarto de insônia
os poetas deixam a toca pela rua
troca da luz artificial pelo sol
cruel contra o asfalto
se desiste mais uma vez
da busca de um eu
na clausura do poeta encaixotado
por paredes brancas memórias e objetos
papéis e fotos nas paredes
se foge mais uma vez
pela busca de um outro
no flanar do poeta megamoderno
os poetas deixam, não deixam a si
nas derivas sempre se encontram a si
cruéis contra o asfalto
na terrível cidade dos carros

8 comentários:

  1. eu gosto do Chico.
    mas o poema é mais presente, nada ausente, desse sentimento todo.
    ass,
    lidiovna melovitch

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  2. ouvi lo borges hoje,
    me lembrei de tu
    bju

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  3. olá
    o doavessodoavesso vai fazer dois anos dia 19.10 e vc fez parte dessa história...

    volte lá e comemore comigo!
    :P


    abraços e obrigado
    >>

    ResponderExcluir

lave

metâmero




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