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sábado, 9 de maio de 2009

tem alguém aí?

cuidado, não precisa quebrar as portas
não é sempre que se quebra portas por raiva

e não vou escrever minhas memórias
pois são todas iguais e além
do mais
nunca lembro


adiei até esquecer



Por que não agora?
se meus sentimentos, instintos e razões que até a própria
alma desconhece são bem confusos
e repetidos
tédiosamente repetidos
iguais


tanta solidão
e só agora
e por que não agora?
me dou conta
me descubro mais e tão só

é muita companhia pra mim

companhia repetida demais pra mim


companhia demais pra mim

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

por aqui todos são vândalos

versos para gravar a canivete
que se mostram
para qualquer um na mesa

explica-se demais
dedica-se demais

por aqui não passa

mas aqui não tem ninguém

quanto mais se tenta mais se pensa
explicar o que não se entende

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

espuma.


































o eterno conflito
distúrbio
interno
talvez pensado mais baixo
mas não existe um quinto dos infernos para ir
só o núcleo de terra
quente devorador
aconchegante


baba


por quê?

mas vai ter um elemento de transição
versos mais curtos
antigamente era mais natural
parece que faz alguns mil ânus

novo, terrivelmente novo
triste tutear
tatear, aliterações e assonâncias
terréveis
terra
terríveis falta de palavra

flocos


sorve




quase tudo

não é de propósito


agito a espuma já lá
explode


elementos
mente
terrívelmente

retorno
drásticamente


mente, mente mente
nada é verdade
mente descaradamente
mistura e agita

verde posso buscar o começo


eu acho que é tudo sobrio sério
demais para mim

surreal mente
racional










metâmero

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