tem alguém aí?
cuidado, não precisa quebrar as portas
não é sempre que se quebra portas por raiva
e não vou escrever minhas memórias
pois são todas iguais e além
do mais
nunca lembro
adiei até esquecer
Por que não agora?
se meus sentimentos, instintos e razões que até a própria
alma desconhece são bem confusos
e repetidos
tédiosamente repetidos
iguais
tanta solidão
e só agora
e por que não agora?
me dou conta
me descubro mais e tão só
é muita companhia pra mim
companhia repetida demais pra mim
companhia demais pra mim
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sábado, 9 de maio de 2009
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
espuma.
o eterno conflito
distúrbio
interno
talvez pensado mais baixo
mas não existe um quinto dos infernos para ir
só o núcleo de terra
quente devorador
aconchegante
baba
por quê?
mas vai ter um elemento de transição
versos mais curtos
antigamente era mais natural
parece que faz alguns mil ânus
novo, terrivelmente novo
triste tutear
tatear, aliterações e assonâncias
terréveis
terra
terríveis falta de palavra
flocos
sorve
quase tudo
não é de propósito
agito a espuma já lá
explode
elementos
mente
terrívelmente
retorno
drásticamente
mente, mente mente
nada é verdade
mente descaradamente
mistura e agita
verde posso buscar o começo
eu acho que é tudo sobrio sério
demais para mim
surreal mente
racional
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